Esta
história poderia ser a de mais um craque, mas
na verdade ele não foi tão craque assim. Aliás,
parece que mil léguas separam a função de
ser um craque entre ser um bom treinador de
futebol. Claro, que existem aquelas exceções
que só servem para que a regra seja
confirmada. Contudo, esse perna de pau dos
gramados atingiu esta semana uma marca que só
um craque da administração de um time pode
conseguir. Então, vamos conhecer o que fez
Alex Ferguson conseguir atingir o número
absurdo de 1000 jogos no comando de uma
locomotiva vermelha chamada Manchester United.
Os
muros dos campos de Glasgow não impediram que
um garoto alimentasse o desejo de jogar
futebol. Lá do alto, Alex Ferguson acompanhou
vários jogos do seu time de coração: o
Glasgow Rangers. A paixão pelo time dos
protestantes, mostra bem a personalidade forte
do garoto. Porque mesmo a insistência do seu
pai não foi capaz de levar o menino a vestir
a camisa do Celtic, o rival católico da
cidade.
A
família Ferguson comemorou de uma forma
diferente o réveillon de 1942. Porque no último
dia de 1941, ela recebeu de braços abertos
Alexander Ferguson. A família pertencia a
classe operária escocesa e quando Alex ganhou
força suficiente para trabalhar, ele foi
encaminhado para ferramentaria da fábrica
Clyde que construía navios. Apesar de ter que
trabalhar duro, sempre havia um tempinho para
o futebol. Até os 23 anos, Ferguson jogou no
Queen’s Park e no St Johnstone como amador.
Em 1964, ele conseguiu se profissionalizar,
atuando como atacante. Como uma promessa, ele
foi parar no seu time de coração, o Rangers.
Mas no grande clássico da cidade contra o
Celtic, ele sofreu uma enorme decepção.
|