Boquita
que mal nos acostumbraste,
Boquita que nos acostumbraste mal,
a esperar cada domingo
seguros de que ibas a ganar.
Decían que no jugabas a nada
y que los "equipos grandes"
te faltaba enfrentar. Pero con fútbol y goles
la "Boca" a todos hacías cerrar.
Sí, ya no se puede disimular,
que grite el pueblo boquense, que la "Mitad más
Uno" se haga escuchar,
que todos sintam nuestra alegría
y nos deixem festejar. Boquita que mal nos acostumbraste,
Boquita que nos acostumbraste mal,
¡¡¡Boquita te llevo en el alma y cada día te quiero más!!!
Quando
os amantes do futebol, Esteban Baglietto, Alfredo Scarpatti,
Santiago Pedro Sana e os irmãos Juan Antonio e
Teodoro Farenga resolveram juntar essa paixão para formar
uma nova equipe em Buenos Aires, não poderiam imaginar que
esse amor poderia se multiplicar em tão pouco tempo. La
mitad mas uno, como dizem os argentinos, ou a metade mais
um, fizeram do sonho desses cinco jovens do pobre bairro de
la Boca que acrescentaram ao nome do bairro a palavra
Juniors, apenas por status, o clube de maior torcida na
Argentina.
Nos
primeiros torneios, a equipe com a camisa azul e branca
entrava nos campos de várzea em busca das primeiras
conquistas. Mas encontrou pela frente uma equipe do bairro
de Boedo que usava exatamente as mesmas cores do seu
uniforme. Surgiu então um primeiro desafio, um duelo pelo
direito de vestir o azul e o branco. O Boca perdeu. Talvez a
única derrota da equipe que pode ser considerada bem-vinda.
Diz a lenda que o então presidente do clube, Juan
Bricchetto, desanimado com o fracasso, resolveu que adotaria
as cores da bandeira da embarcação que ele primeiro
avistasse no porto do Riachuelo. Como a primeira embarcação
vista era sueca, deste dia em diante o azul e o amarelo
foram adotados como as cores que vestiriam grandes jogadores
e lavariam o clube a grandes sucessos.
Vestiram
o azul e oro, como eles dizem, importantes nomes do futebol
argentino. O maior deles, Diego Armando Maradona, chegou ao
clube em 1981, ficou só um ano na equipe, o suficiente
para virar o torcedor mais ilustre do Boca Juniors, o que
fez com que ele voltasse em 1995 já em final de carreira. O
pouco tempo que atuou não fez de Maradona o jogador que
mais marcou com a camisa do Boca. Essa saga pertence a
Francisco "Pancho" Varallo que durante a década
de 30, fez 181 gols. Outros nomes conhecidos passam pelo
time argentino, como o goleiro Gatti, Roberto Cherro,
Gabriel Batistuta, Martín Palermo entre tantos outros que
fizeram a torcida bostera vibrar nas arquibancadas.
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