Ptolomeu,
um soberano do Egito antigo, chamou-as de
"ilhas afortunadas". Homero
costumava fazer referência às "ilhas
que ficavam além dos Pilares de
Hércules". Para outros, resquícios da
mítica Atlântida. Gregos, romanos e
fenícios que se aventuravam além do Mar
Mediterrâneo rumo ao continente africano
ficavam maravilhados ao encontrar esse
arquipélago de origem vulcânica formado,
provavelmente, há mais de 40 milhões de
anos: as Ilhas
Canárias.
De
uma coisa os homens da Antiguidade tinham
razão. As Canárias são sortudas. E muito.
Graças à sua localização estratégica no
Oceano Atlântico, a noroeste da África, elas
são abençoadas por um clima primaveril o ano
todo, com temperaturas que oscilam entre 19ºC
e 22ºC. Além disso, são ponto de passagem
obrigatória para a navegação entre Europa,
África e América, o que garantiu, desde o
século 19, o estabelecimento de portos de
grande importância para a economia. Diz a
história que Cristóvão Colombo, rumo ao
descobrimento da América, fez escala nas
Ilhas de Gran Canária e Gomera.
Colonizadas
pelos espanhóis e pertencentes à Coroa de
Castela desde 1401, as Canárias têm encantos
próprios. Culinária abundante em peixes,
frutas tropicais e batatas, folclore exótico,
paisagens lunares e flora e fauna raríssimas,
além de vulcões, dunas, praias e pequenos
oásis.
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