Dizia
uma lenda que existia um rei que tudo que ele tocava virava
ouro. Com o rei do futebol a história é mais ou menos
assim. Pelé, além de imortalizar suas próprias jogadas,
deixou para a eternidade nomes de zagueiros, goleiros e tudo
mais que passava por suas mãos, ou melhor por seus pés.
Nas excursões que o rei fazia pelos quatro cantos do mundo,
ele brotou várias equipes de futebol que, se não têm a
importância de seu criador, têm uma boa história pra
contar.
Na
Guiana, existe uma equipe de futebol profissional que
recebeu o nome de quem eles chamam de Deus Negro do Futebol.
O Pelé Futebol Clube nasceu em 1971 e adotou um uniforme
igualzinho ao da Seleção Brasileira. A diferença é a
grafia de Pelé, que eles deixaram sem acento, e a pronuncia
que eles usam é “Pili”. Longe de ter o prestígio de
seu nome, o clube nunca ganhou um título sequer. O curioso
é que um de seus maiores rivais no país recebeu as mesmas
influências para sua fundação.
O
Santos Futebol Clube da Guiana foi fundado depois de uma
excursão do Santos de Pelé ao país nos anos 60. O rei não
precisou marcar nem um gol nesta viagem para encantar os
torcedores locais. Diferente do Pelé Futebol clube, o
Santos conquistou três vezes o campeonato da Guiana e é
uma das maiores forças do país. Mas a clonagem da equipe
da Vila Belmiro não pára por aqui.
Nas
constantes excursões pelos mais diversos países Pelé,
entre as outras tantas estrelas do Santos, era a figura
central. Além de parar uma guerra no continente africano, o
rei e a sua corte serviram de inspiração para a criação
do Chief Santos da Namíbia, o Santos de Burkina Fasso e o
Futebol Clube Santos da África do Sul, conhecido como o
time do povo.
Povo
que parava ao ver a bola nos pés de Pelé, pois sabia que
quando um rei toca em alguma coisa, ela nunca mais será
como antes. |