Proclamada
Patrimônio da Humanidade pela UNESCO,
Segóvia é uma das cidades mais sedutoras da
Espanha. À sombra do seu aqueduto romano, um
portento da engenharia hidráulica dos tempos
de Trajano, estende-se, mestiça e formosa,
pela encosta a que se arrima. No cimo do cerro
em que assenta pode ver-se um Alcázar de
porte elegante e sóbrio, que parece observar
o horizonte.
Da
sua traça medieval, não muito apertada,
ainda sobrevivem importantes testemunhos de
pedra, reivindicando esplendores do passado. O
românico, abundante em Segóvia, tem a sua
maior expressão na igreja de San Martín, e
na de Santo Estevão, cuja torre, de
transição, é um verdadeiro bordado, apesar
da austeridade do estilo.
O
gótico pavoneia-se na catedral, espetacular,
iniciada em 1522 por Gil de Hortafion; o
plateresco, no palácio de Diego Enríquez; o
barroco, na igreja de São Miguel e o
herreriano, na Câmara Municipal. O sabor
cotidiano e popular que Segóvia tem,
encontra-se melhor na Judiaria Velha e nos
cafés e bares que existem sob as suas
arcadas.
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