Sempre
faz sol, mesmo quando chove. A mais espanhola
das cidades da Espanha tem qualquer coisa de
misteriosa, um desses ingredientes mágicos
que fazem brilhar as paredes das casas e dos
monumentos. Iluminam as ruas e becos,
transformam qualquer caminhada num passeio
romântico. Em Sevilha vive-se no ar, como que
em constante paixão.
Não
é por acaso que a capital da Andaluzia serviu
de cenário para tantas óperas. Carmen, a
cigana destruidora de corações, trabalhava
na fábrica de tabacos da cidade.
Don
Juan percorria as ruas à caça de suas
vítimas. Fígaro, o barbeiro, cantava nas
praças do bairro de Santa Cruz, o mais
tradicional e típico da cidade.
Até
hoje, compositores inspiram-se em suas
atrações. E o CD "Las Mejores Canciones
Dedicadas a Sevilla" serve de prova, com
27 canções feitas para a cidade, que hoje
tem 700 mil habitantes e já fazia parte das
crônicas romanas, desde que foi conquistada
por César.
Segundo
o Guinness Book, Sevilha possui a maior
catedral do mundo, uma torre de 90 metros de
altura, um palácio mourisco usado até hoje
pela família real, uma enorme arena de
touradas... Tudo em Sevilha remete a tempos
dourados.
Ao
turista que chega apressado, recomenda-se
calma. Nada de ansiedade e precipitação para
conhecer as ruas estreitas do bairro de Santa
Cruz.
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